Morte da Bezerra

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A Pensar na Morte da Bezerra

Então o Zeinal Bava que foi o melhor CEO da Europa nas telecomunicações em 2013 e o nono melhor presidente-executivo da Europa em 2014, não sabia que a “sua” empresa tinha emprestado 900 milhões de euros ao “BES”? Estava distraído? Não, foi naquele dia que estava a criar espírito de grupo a fazer de vendedor da MEO com boné de pala na cabeça e por azar não soube de nada, mas vendeu 3 pens internet 4g: uma a uma senhora de 93 anos, outra a um sem abrigo e a última ao ceguinho do metro que faz “rap”.

Então o Ricardo Salgado, presidente do BES, recebeu através de uma offshore 14 milhões de um construtor por um trabalho de consultoria sobre o mercado angolano e esqueceu-se de o declarar ao fisco? Estava distraído? Não, guardou-os no sobretudo e depois veio o verão e só pegou nele no inverno e quando meteu a mão no bolso “ó diabo, que é este molho de notas? Queres ver que estou em incumprimento com o fisco? Que vergonha a minha, o que a minha família vai pensar?…Avé Maria cheia de graça…”

Então o Ricardo Salgado não sabia que no BES Angola havia levantamentos em dinheiro no valor de 500 milhões dólares? Estava distraído? Não, sabia, ele até pediu os 900 milhões emprestados à PT para comprar camiões para transportarem o dinheiro a casa do cliente em malas cobertas de diamantes e colunas sempre a dar kuduro. Ele próprio entregou algumas enquanto dançava ao som das malas.

Então o Henrique Granadeiro “emprestou” 900 milhões ao “BES” e não disse a ninguém? Estava distraído. Não, estava agradecido por o BES não ter deixado que a PT fosse parar às mãos do Belmiro de Azevedo porque é alérgico a vaca barrosã e depois não podia ir ao mega piquenique e alem disso é conhecida a eterna competição entre o seu penteado e o do Tony Carreira.

Então o Banco de Portugal lia os relatórios das auditoras do BES, confiava como já tinha confiado nas do BPN e nem desconfiava de eles não recorrerem ao fundo europeu nem dos boatos de guerra de poder e que estavam a fazer falcatruas nas contas? Estavam distraídos? Não, a culpa foi do contabilista do BES e além disso o último governador distraído até foi para um emprego melhor.

Então um puto do McDrive de Urgeses resolveu misturar bolachas Oreo no seu gelado durante a pausa para refeição e as regras da empresa não o permitiam? Estava distraído? Não, ele achou que as bolachas ficavam mesmo bem com o gelado e foi traído pelo pecado da gula. Foi despedido, porque há coisas realmente inadmissíveis …

PS – e depois disto tudo, hoje, o economista João César das Neves vem dizer que o que é criminoso é subir o salário mínimo. Numa realidade paralela ele já está internado e medicado.

Mundiais e Mundial

Antes de começar a falar sobre o mundial uma pergunta: primeiro Eusébio, agora Di Stefano… Jorge Mendes abriu alguma funerária de galácticos ?

Os mundiais de futebol sempre foram um marco temporal importante para mim. Quando alguém me diz que nasceu em 1987 a primeira coisa em que penso é que não viu o Mundial de 90, muito menos a genialidade de D1OS. “Meço” a idade das pessoas desta maneira, mesmo quando me dizem : “tenho 20 anos”, eu faço as contas para trás : “2014-20= 1996 = EUA, logo o primeiro mundial que se deve lembrar é o de 2006-Alemanha”, e é assim que eu tenho ideia da verdadeira idade das pessoas, pelos mundiais que “perdeu”. Para pessoas mais velhas só conto o de 66, antes disso, para mim têm todos a idade do Manoel de Oliveira.
O primeiro mundial que tenho noção é de 1982, mas o que realmente me lembro é o de 86. Para um rapaz fazer a caderneta de cromos é a puberdade futebolística . (O pai usar o filho como desculpa para a fazer não conta). A do México foi a primeira que fiz e como tudo na minha vida ficou incompleta , faltaram 7, entre eles Inácio, futuro campeão de uma longa caminhada no deserto do meu clube … Mas isso é outra história. As cadernetas são muito mais que uma colecção de cromos, são uma iniciação à negociação,um brilhante vale dois ou três dos outros… e sempre foram boas para conhecermos jogadores que não iam ao mundial, para nos rirmos com os nomes (Franco Foda, bom nome para filme porno espanhol) e caras de jogadores.Por exemplo, na altura o guarda redes suplente do México era uma caricatura do meu pai.
Nesse mundial Portugal participou (de forma atribulada) o que era uma raridade para aqueles tempos. Naqueles tempos ( muito depois dos  fariseus) os portugueses sempre foram “obrigados” a escolher selecções de outros países por quem torcer. No meu caso Invariavelmente .durante a minha puberdade futebolística ,era o Brasil e depois uma selecção surpresa, mais fraca, mas que por algum motivo fazia um grande mundial (Nigéria, Suécia …)ou com um jogador extraordinário, como a  Argentina de Maradona, ou Holanda de Van Basten, Gullit, Koeman (isto num europeu) e assim ao longo dos anos fui arranjando equipas mais regulares por quem torcer Argentina , Alemanha, Holanda, Inglaterra (não todas ao mesmo tempo, porque não sou de promiscuidades, mas dependendo dos jogadores)  

Este mundial (e não chamem copa, copa é uma taça de gelado daquelas com chapéu de chuva chinês ,pau de fogo de artifício e 4 bolas de sabores, chantili e um pau de bolacha) foi um retroceder no tempo, não podia torcer por Portugal, porque como Sportinguista tenho anos de trauma “paulobentiniano” (escola de extremos anos a jogar em losango com médios interiores, festejos de 2os lugares como primeiros, Bayern, forever …), nem pelo Brasil porque como português tenho trauma “scolariano” (bandeiras nas janelas ,no topo dos carros e ter que explicar regras durante os jogos,porque toda a gente passou a ver a selecção )
Paulo Bento e Scolari têm muito em comum,só que neste caso o que tem bigode e ganhou com o BPN é o brasileiro. Ambos são treinadores de um autoritarismo ridículo e ambos baseiam o seu sucesso na fé. Scolari na nossa senhora do Caravaggio e Paulo Bento em Jorge Mendes. De táctica sabem pouco, um espera que Neymar resolva, outro que seja Ronaldo a fazê-lo. Apesar de tudo Scolari tem uma vantagem, em 2004 percebeu o que estava mal e mudou metade da equipa. Bento não o pode fazer, porque ele não é treinador, é o vitrinista do Jorge Mendes, apenas faz montras, de saldos e de novidades. E neste momento os saldos eram monos de stock e as novidades eram … Éder. Não dá para fazer metáforas irónicas para mau jogador, Éder tornou-se a própria metáfora irónica para mau jogador, talvez por ter treinado demasiado tempo com Postiga, não sei, duvido, aquilo parece inato e ao seu lado Postiga parece um Eusébio, a estátua , não o próprio.
Tudo isto para dizer que comecei a torcer pelo Uruguai,passei para a Colômbia e agora na final estou pela Argentina. Do que vi é a 3a final entre Argentina e Alemanha. Na primeira estive pela Argentina , na segunda pela Alemanha, tenho acertado. Este ano estou pela Argentina não só, mas também,porque é me humanamente impossível saber que eu e a Merkel poderíamos festejar algo em conjunto. Tal como é humanamente impossível o Mira Amaral fazer um Spot a anunciar o summer sessions da MEO sem provocar uma tempestade. Ele tem amigos que o convidam para jantar e o põem a falar no jardim para pouparem na rega, mas isso é outra história .

Boooooooora Argentina!!!

Mundiais e Mundial

Antes de começar a falar sobre o mundial uma pergunta: primeiro Eusébio, agora Di Stefano… Jorge Mendes abriu alguma funerária de galácticos ?

Os mundiais de futebol sempre foram um marco temporal importante para mim. Quando alguém me diz que nasceu em 1987 a primeira coisa em que penso é que não viu o Mundial de 90, muito menos a genialidade de D1OS. “Meço” a idade das pessoas desta maneira, mesmo quando me dizem : “tenho 20 anos”, eu faço as contas para trás : “2014-20= 1996 = EUA, logo o primeiro mundial que se deve lembrar é o de 2006-Alemanha”, e é assim que eu tenho ideia da verdadeira idade das pessoas, pelos mundiais que “perdeu”. Para pessoas mais velhas só conto o de 66, antes disso, para mim têm todos a idade do Manoel de Oliveira.
O primeiro mundial que tenho noção é de 1982, mas o que realmente me lembro é o de 86. Para um rapaz fazer a caderneta de cromos é a puberdade futebolística . (O pai usar o filho como desculpa para a fazer não conta). A do México foi a primeira que fiz e como tudo na minha vida ficou incompleta , faltaram 7, entre eles Inácio, futuro campeão de uma longa caminhada no deserto do meu clube … Mas isso é outra história. As cadernetas são muito mais que uma colecção de cromos, são uma iniciação à negociação,um brilhante vale dois ou três dos outros… e sempre foram boas para conhecermos jogadores que não iam ao mundial, para nos rirmos com os nomes (Franco Foda, bom nome para filme porno espanhol) e caras de jogadores.Por exemplo, na altura o guarda redes suplente do México era uma caricatura do meu pai.
Nesse mundial Portugal participou (de forma atribulada) o que era uma raridade para aqueles tempos. Naqueles tempos ( muito depois dos fariseus) os portugueses sempre foram “obrigados” a escolher selecções de outros países por quem torcer. No meu caso Invariavelmente .durante a minha puberdade futebolística ,era o Brasil e depois uma selecção surpresa, mais fraca, mas que por algum motivo fazia um grande mundial (Nigéria, Suécia …)ou com um jogador extraordinário, como a Argentina de Maradona, ou Holanda de Van Basten, Gullit, Koeman (isto num europeu) e assim ao longo dos anos fui arranjando equipas mais regulares por quem torcer Argentina , Alemanha, Holanda, Inglaterra (não todas ao mesmo tempo, porque não sou de promiscuidades, mas dependendo dos jogadores)

Este mundial (e não chamem copa, copa é uma taça de gelado daquelas com chapéu de chuva chinês ,pau de fogo de artifício e 4 bolas de sabores, chantili e um pau de bolacha) foi um retroceder no tempo, não podia torcer por Portugal, porque como Sportinguista tenho anos de trauma “paulobentiniano” (escola de extremos anos a jogar em losango com médios interiores, festejos de 2os lugares como primeiros, Bayern, forever …), nem pelo Brasil porque como português tenho trauma “scolariano” (bandeiras nas janelas ,no topo dos carros e ter que explicar regras durante os jogos,porque toda a gente passou a ver a selecção )
Paulo Bento e Scolari têm muito em comum,só que neste caso o que tem bigode e ganhou com o BPN é o brasileiro. Ambos são treinadores de um autoritarismo ridículo e ambos baseiam o seu sucesso na fé. Scolari na nossa senhora do Caravaggio e Paulo Bento em Jorge Mendes. De táctica sabem pouco, um espera que Neymar resolva, outro que seja Ronaldo a fazê-lo. Apesar de tudo Scolari tem uma vantagem, em 2004 percebeu o que estava mal e mudou metade da equipa. Bento não o pode fazer, porque ele não é treinador, é o vitrinista do Jorge Mendes, apenas faz montras, de saldos e de novidades. E neste momento os saldos eram monos de stock e as novidades eram … Éder. Não dá para fazer metáforas irónicas para mau jogador, Éder tornou-se a própria metáfora irónica para mau jogador, talvez por ter treinado demasiado tempo com Postiga, não sei, duvido, aquilo parece inato e ao seu lado Postiga parece um Eusébio, a estátua , não o próprio.
Tudo isto para dizer que comecei a torcer pelo Uruguai,passei para a Colômbia e agora na final estou pela Argentina. Do que vi é a 3a final entre Argentina e Alemanha. Na primeira estive pela Argentina , na segunda pela Alemanha, tenho acertado. Este ano estou pela Argentina não só, mas também,porque é me humanamente impossível saber que eu e a Merkel poderíamos festejar algo em conjunto. Tal como é humanamente impossível o Mira Amaral fazer um Spot a anunciar o summer sessions da MEO sem provocar uma tempestade. Ele tem amigos que o convidam para jantar e o põem a falar no jardim para pouparem na rega, mas isso é outra história .

Boooooooora Argentina!!!

A família Espirito Santo sempre teve grande importância.  É uma família muito antiga e os nomes não surgem por acaso. Os “Silvas”eram o povo pobre que nascia junto das silvas, os “Ribeiros” junto dos mesmo, os “Pereiras”…bem, já perceberam a ideia, não é por acaso que não há apelido “masturbar”… Os Espirito Santo são muito anteriores a isso não nasceram em lado de nenhum, “apareceram”. A sua importância está patente nos católicos quando se benzem, referem-se sempre a eles com respeito e gratidão. A principio era só para ser: em nome do pai do filho e da Maria barriga de aluguer. Mas tal foi a importância dos Espirito Santo que tudo mudou. Foi graças a uma PPP com o apoio dos Espirito Santo que Deus conseguiu os foguetes suficientes para dar inicio à expansão do Universo. Foram milhões de anos a pagar a dívida graças a um contrato com letras pequeninas feito pelo escritório do Dr. Proença de Carvalho, foi mesmo necessário colocar portagens para cometas e estrelas cadentes…e ainda o “product placement” no momento dos cristãos se benzerem. Deus ficou completamente dependente, muitas dificuldades mesmo, de tal maneira que Adão e Eva foram expulsos rapidamente do paraíso por rendas em atraso. Deus teve que inventar à pressa a história de uma maçã e de uma cobra falante para não sofrer consequências mais pesadas do conselho de administração do Espirito Santo e ficarem eles com o exclusivo de exploração do Universo. Todos os planos de Deus foram por água a baixo e da ideia inicial do criacionismo, Deus teve que optar pelo plano B, a evolução das espécies. Milhões de anos de um simples organismo unicelular até ao homo sapiens, más experiências com dinossauros, faz reboot , começa tudo de novo… Tudo o que estava previsto para reprodução rápida, piramidal, a partir de Adão e Eva voltou à estaca zero. Pelo menos evitou-se a consanguinidade.Bem, talvez a existência do Arquitecto Saraiva desminta um pouco esta teoria…Mas isto é outra história. Não me quero alongar muito nesta que fez com os descendentes dos Espirito Santo acabassem em Portugal, mas para terem uma pequena ideia, Deus conseguiu dar mais ou menos a volta com o apoio de outros banqueiros que foram surgindo, mas a quem também teve que fazer inúmeras cedências porque Deus nunca teve muita paciência para letras pequenas de contratos. Com tantas dividas a banqueiros Deus tornou-se demasiado grande para cair, mas foi obrigado a distribuir territórios, a delegar nos banqueiros aquilo que deviam ser decisões Dele. Todos os banqueiros tiveram direito a um lugar na Terra onde conseguissem continuar com o seu modus operandi. Os Espirito Santo foram perdendo alguma influência, apesar de terem o eterno “product placement”  vieram parar a Portugal. E por cá ficaram, deu ao seu grupo o nome de BES, o principio de Besta, diabo, como forma de aviso a todos nós, ainda os tentou expulsar no 25 de Abril, mas os outros banqueiros unidos conseguiram trazê-los  de volta e voltaram com mais força, com vontade de vingança, continuaram a fazer o que sempre fizeram, usurar, abusar, influenciar, enganar, aldrabar,manipular , sodomizar… E foi assim do “ar” que tudo rebentou sem ser culpa de ninguém. Foi o ar, ar, ar, não foi ninguém. Desde de sobreiros, a submarinos, a PPP de auto estradas,a SWAP, ao monte branco, a fortunas não declaradas às finanças, tudo estas BEStas fizeram. E agora? Agora não deixam de ser Espirito Santo. Seres superiores que brincam aos pobrezinhos trendy chic nas férias, uns intocáveis que nunca os vamos conseguir capturar, julgar ,enjaular, porque o “ar” que respiramos simplesmente não é o mesmo do deles… a pequena vingança de Deus foram os mosquitos na Comporta.
Em nome do pai, do filho e Espírito Santo ,Amém.

A família Espirito Santo sempre teve grande importância.  É uma família muito antiga e os nomes não surgem por acaso. Os “Silvas”eram o povo pobre que nascia junto das silvas, os “Ribeiros” junto dos mesmo, os “Pereiras”…bem, já perceberam a ideia, não é por acaso que não há apelido “masturbar”… Os Espirito Santo são muito anteriores a isso não nasceram em lado de nenhum, “apareceram”. A sua importância está patente nos católicos quando se benzem, referem-se sempre a eles com respeito e gratidão. A principio era só para ser: em nome do pai do filho e da Maria barriga de aluguer. Mas tal foi a importância dos Espirito Santo que tudo mudou. Foi graças a uma PPP com o apoio dos Espirito Santo que Deus conseguiu os foguetes suficientes para dar inicio à expansão do Universo. Foram milhões de anos a pagar a dívida graças a um contrato com letras pequeninas feito pelo escritório do Dr. Proença de Carvalho, foi mesmo necessário colocar portagens para cometas e estrelas cadentes…e ainda o “product placement” no momento dos cristãos se benzerem. Deus ficou completamente dependente, muitas dificuldades mesmo, de tal maneira que Adão e Eva foram expulsos rapidamente do paraíso por rendas em atraso. Deus teve que inventar à pressa a história de uma maçã e de uma cobra falante para não sofrer consequências mais pesadas do conselho de administração do Espirito Santo e ficarem eles com o exclusivo de exploração do Universo. Todos os planos de Deus foram por água a baixo e da ideia inicial do criacionismo, Deus teve que optar pelo plano B, a evolução das espécies. Milhões de anos de um simples organismo unicelular até ao homo sapiens, más experiências com dinossauros, faz reboot , começa tudo de novo… Tudo o que estava previsto para reprodução rápida, piramidal, a partir de Adão e Eva voltou à estaca zero. Pelo menos evitou-se a consanguinidade.Bem, talvez a existência do Arquitecto Saraiva desminta um pouco esta teoria…Mas isto é outra história. Não me quero alongar muito nesta que fez com os descendentes dos Espirito Santo acabassem em Portugal, mas para terem uma pequena ideia, Deus conseguiu dar mais ou menos a volta com o apoio de outros banqueiros que foram surgindo, mas a quem também teve que fazer inúmeras cedências porque Deus nunca teve muita paciência para letras pequenas de contratos. Com tantas dividas a banqueiros Deus tornou-se demasiado grande para cair, mas foi obrigado a distribuir territórios, a delegar nos banqueiros aquilo que deviam ser decisões Dele. Todos os banqueiros tiveram direito a um lugar na Terra onde conseguissem continuar com o seu modus operandi. Os Espirito Santo foram perdendo alguma influência, apesar de terem o eterno “product placement”  vieram parar a Portugal. E por cá ficaram, deu ao seu grupo o nome de BES, o principio de Besta, diabo, como forma de aviso a todos nós, ainda os tentou expulsar no 25 de Abril, mas os outros banqueiros unidos conseguiram trazê-los  de volta e voltaram com mais força, com vontade de vingança, continuaram a fazer o que sempre fizeram, usurar, abusar, influenciar, enganar, aldrabar,manipular , sodomizar… E foi assim do “ar” que tudo rebentou sem ser culpa de ninguém. Foi o ar, ar, ar, não foi ninguém. Desde de sobreiros, a submarinos, a PPP de auto estradas,a SWAP, ao monte branco, a fortunas não declaradas às finanças, tudo estas BEStas fizeram. E agora? Agora não deixam de ser Espirito Santo. Seres superiores que brincam aos pobrezinhos trendy chic nas férias, uns intocáveis que nunca os vamos conseguir capturar, julgar ,enjaular, porque o “ar” que respiramos simplesmente não é o mesmo do deles… a pequena vingança de Deus foram os mosquitos na Comporta.

Em nome do pai, do filho e Espírito Santo ,Amém.

Isaltino
Isaltino saiu da prisão. Não sou muito viajado, conheço pouco de Oeiras. Sei que é uma saída da auto-estrada. Sei que tem um funicular, que em tempos foi assassinado um miúdo lá num centro comercial e que tem um tagus park e um outro park qualquer, ou quem sabe o mesmo, onde um dia fui  a uma reunião e descobri uma rua com o nome do Professor Cavaco Silva. A maior parte das ruas têm nomes de personalidades mortas. Dar um nome a uma rua de alguém que ainda está vivo é como que escrever em pedra um desejo escondido: “morre cabrão”. Simpatizei com Oeiras por causa disto.
Da lado da Marginal não sei distinguir Oeiras, para mim até ao Estoril é tudo igual, talvez seja por ir sempre com os olhos no mar.
Tudo o que sei de Oeiras ouvi dizer ou li nos jornais. E o que ouvi dizer é que o Isaltino adulterava PDM se os donos dos terrenos fizessem as obras com construtoras “amigas”,que recebia dinheiro por benefícios em claro abuso de poder, que fugia aos impostos, que tinha tanto dinheiro “vivo” que o guardava em panelas dentro de casa, que tinha uma conta na Suíça em nome de um sobrinho taxista para onde transferia todos estes subornos, o resto do dinheiro era depositado pela fiel secretária cujo o marido foi colocado por ele em várias administrações de empresas públicas, que metia “altos” quadros do PSD, um era pequenino, a leccionar na “sua” universidade Atlântica e na administração do Tagus Park, que lhe ofereceram uns terrenos em Cabo Verde a troco sabe-se lá de quê, que foi magistrado do ministério público, que é maçom, que se metia com qualquer rabo de saia e compensava com bons empregos às que as levantavam, que cozinhou uma feijoada para os jardineiros da câmara e que fazia obra e por esse motivo os eleitores, parece que dos mais instruídos do país, votavam nele e  que pessoas, que sabendo isto e muito mais, o fizeram chegar a Ministro do Governo Português. Tudo isto eu sei de cor, sem pesquisa no Google e acho que sei demais sobre tal personagem.
Apesar de tudo isto Isaltino foi preso. Uma injustiça ao que parece.
Saiu ontem. Mais magro e bronzeado. Um bronzeado que achei estranho para quem esteve preso. Quando me falaram achei que teria marcadas na cara umas barras mais claras por causa das grades da janela, mas não. Era um bronzeado uniforme, provavelmente a água do duche da prisão terá muito iodo, porque nem tem estado sol… Quanto à magreza parece que a praga da moda das corridas até à prisão chegou  (running jail?), 10 km por dia e passados alguns meses até viu o pequeno amigo que há muito não via… Hoje já “aproveitava os pormenores simples da vida. Estar com os amigos, beber um café numa esplanada enquanto lê o jornal”.
 Tendo em conta a pequena biografia que tenho de Isaltino na minha cabeça, a vida é simples e eu sou um sortudo simplório.  

Isaltino

Isaltino saiu da prisão. Não sou muito viajado, conheço pouco de Oeiras. Sei que é uma saída da auto-estrada. Sei que tem um funicular, que em tempos foi assassinado um miúdo lá num centro comercial e que tem um tagus park e um outro park qualquer, ou quem sabe o mesmo, onde um dia fui  a uma reunião e descobri uma rua com o nome do Professor Cavaco Silva. A maior parte das ruas têm nomes de personalidades mortas. Dar um nome a uma rua de alguém que ainda está vivo é como que escrever em pedra um desejo escondido: “morre cabrão”. Simpatizei com Oeiras por causa disto.

Da lado da Marginal não sei distinguir Oeiras, para mim até ao Estoril é tudo igual, talvez seja por ir sempre com os olhos no mar.

Tudo o que sei de Oeiras ouvi dizer ou li nos jornais. E o que ouvi dizer é que o Isaltino adulterava PDM se os donos dos terrenos fizessem as obras com construtoras “amigas”,que recebia dinheiro por benefícios em claro abuso de poder, que fugia aos impostos, que tinha tanto dinheiro “vivo” que o guardava em panelas dentro de casa, que tinha uma conta na Suíça em nome de um sobrinho taxista para onde transferia todos estes subornos, o resto do dinheiro era depositado pela fiel secretária cujo o marido foi colocado por ele em várias administrações de empresas públicas, que metia “altos” quadros do PSD, um era pequenino, a leccionar na “sua” universidade Atlântica e na administração do Tagus Park, que lhe ofereceram uns terrenos em Cabo Verde a troco sabe-se lá de quê, que foi magistrado do ministério público, que é maçom, que se metia com qualquer rabo de saia e compensava com bons empregos às que as levantavam, que cozinhou uma feijoada para os jardineiros da câmara e que fazia obra e por esse motivo os eleitores, parece que dos mais instruídos do país, votavam nele e  que pessoas, que sabendo isto e muito mais, o fizeram chegar a Ministro do Governo Português. Tudo isto eu sei de cor, sem pesquisa no Google e acho que sei demais sobre tal personagem.

Apesar de tudo isto Isaltino foi preso. Uma injustiça ao que parece.

Saiu ontem. Mais magro e bronzeado. Um bronzeado que achei estranho para quem esteve preso. Quando me falaram achei que teria marcadas na cara umas barras mais claras por causa das grades da janela, mas não. Era um bronzeado uniforme, provavelmente a água do duche da prisão terá muito iodo, porque nem tem estado sol… Quanto à magreza parece que a praga da moda das corridas até à prisão chegou  (running jail?), 10 km por dia e passados alguns meses até viu o pequeno amigo que há muito não via… Hoje já “aproveitava os pormenores simples da vida. Estar com os amigos, beber um café numa esplanada enquanto lê o jornal”.

 Tendo em conta a pequena biografia que tenho de Isaltino na minha cabeça, a vida é simples e eu sou um sortudo simplório.